sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

História de moleque velho

Esperava um pouco de misericórdia
Afinal de contas você não me odeia sozinha
Não tenho mais um bom dia a tempos
Chego até a sentir saudade dos meus bons dias

Lembro-me de uma sexta em que eu estava
Acordando cheio de preguiça
Com a boca babando e remela nos olhos
Na câmera lenta partia eu para o banheiro

Levei trinta minutos no que só levava trinta segundos
O preguiça gostosa to com saudade
Meus bons dias já não tenho mais
Fico a recordar de outras boas lembranças

Lembranças que lembro quando pinta um tempo vago
Na lua que flutua a minha cabeça
Quando viajo na maionese
Quando o estresse não aparece

Mas o meu tempo acaba
Quando eu escuto falar
Acorda Vagabundo vai trabalhar
Meu nome é estranho devo admitir o resto é pior não vai querer nem ouvir

Nessa metamorfose corporal
Vivo entre dois mundos um chato e outro legal
Sempre digo que eu não vou acordar
Vem alguém e me taca água fria

Observo ser odiado
Ultimamente por várias
Pessoas e eu perguntei a razão
Elas disseram que só é porque quando eu acordo fico estressado sem razão.

Meus planos são distorcidos
Para que ninguém saia ferido
Meus sentimentos também
Apesar de não ter nenhum por ninguém

Seco e amargo na vida real
Animado e contente no mundo irreal
Tenho bons dias novamente
Resolvi meus problemas e limpei minha mente

Coração leve e de olhos fechados pronto para voar
Mente cautelosa em qualquer lugar
Corpo 100 problemas
Tornei-me um velho aventureiro FELIZ que destrói o mal queimando dinheiro.

Clelson o poeta anjo

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